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DERMATITE SEBORREICA E ALIMENTAÇÃO

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A pele é parte importante do sistema imunológico, que age como barreira primaria entre microorganismos e o corpo. Quando a barreira cutânea sofre alguma alteração seja por fatores externos ou internos é comum o aparecimento de inflamações. Vários tipos de dermatites são comuns, dentre elas a dermatite seborreica.

A dermatite seborreica é uma inflamação na pele que causa geralmente descamação e vermelhidão em algumas áreas da face, couro cabeludo, orelhas, áreas com maior numero de glândulas sebáceas, podendo ainda atingir o tórax, virilha, axilas, região mamária e até nádegas. A presença do fungo Malassezia sp., leva a uma piora da irritação na pele.

Os sintomas da dermatite seborreica são: escamas brancas e amareladas em forma de placas geralmente oleosas, oleosidade excessiva nas regiões acometidas, coceira e ardência. É uma doença inflamatória crônica, não contagiosa e recorrente. Sua causa ainda é desconhecida, porém sabe-se que pode ter origem genética ou ser desencadeada por fatores externos como: alergias, situações de fadiga e estresse, baixas temperaturas, ingestão excessiva de álcool. O sexo masculino, diabéticos, obesos e alcoólatras estão entre os grupos de maiores predisponentes da doença.

Hoje sabemos que não existe nenhum alimento relacionado diretamente com o aparecimento da doença, porém diminuir a ingestão de alimentos causadores de inflamação no organismo pode ajudar no controle da inflamação na pele, fortalecendo assim suas defesas e diminuindo os quadros de crises.

Um estudo cientifico publicado em 2016 avaliou o uso do extrato do chá de Kombucha e sua potencial ação antifúngica contra as espécies de Malassezia. Concluiu-se que o extrato pode ser uma opção de medicamento complementar para o tratamento das infecções causadas por Malassezia. O chá de Kombucha possui muitos compostos benéficos dentre eles polifenóis, vitaminas, aminoácidos, ácido láctico e outros.

Nutrientes antiinflamatórios como: ácidos graxos (ômega 3,7,9), vitamina E, vitamina A, vitamina C, Zinco, glutationa -encontrada no espinafre, aspargos, abacate, quiabo, Cúrcuma ou açafrão da terra (lembrar de usar sempre ao final do preparo).

Outro fator importante é manter a hidratação da pele tanto com cosmético adequado como por meio de uma alimentação personalizada para melhorar a capacidade de reter água na pele e se necessário algum suplemento para melhorar a hidratação da barreira cutânea.

Para tratar a dermatite seborreica é importante o uso combinado de medicamentos prescritos pelo dermatologista, manutenção do estresse e também uma mudança de hábitos alimentares com a orientação do nutricionista.

Texto : Bianca Vieira e Dra Sheila Mustafá

Microagulhamento

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Microagulhamento é uma técnica que vem se destacando muito nos últimos tempos quando o assunto é tratar a pele, se tornando “queridinho” de muitos profissionais e pacientes devido sua efetividade nos resultados e sua ampla área de atuação. Capaz de estimular a produção de colágeno e aumentar a permeação de ativos na pele, pode ser utilizado para amenização de rugas, linhas e sulcos, poros dilatados, hipercromias, cicatrizes atróficas, hipertróficas e de queimaduras, estrias, flacidez, “celulite” e até mesmo alopecia.

O procedimento consiste na aplicação de um roller descartável contendo agulhas muito pequenas, que variam de 0,2 a 3mm, escolhidas de acordo a disfunção a ser tratada e a necessidade da profundidade da lesão. Outro fator que influencia na utilização dos diferentes tamanhos é quanto ao profissional que aplicará a técnica, onde agulhas maiores (acima de 2mm) são apenas de uso médico.

Por ser uma técnica associada a agulhas o primeiro empecilho para aceitação das pessoas para realizá-la é quanto a dor, porém esta varia de acordo com a sensibilidade pessoal e de acordo com o tamanho da agulha. Existem diversas formas de aplicação, por isso não há a necessidade de levar a um sangramento, mesmo que leve. Apenas terá resultados um pouco mais demorados, porém de extrema segurança e ótima aceitação.

Outro anseio precipitado para realização da técnica é quanto ao pós-procedimento. Diferente dos lasers ablativos, peelings profundos e outros procedimentos dermatológicos que destroem a camada superficial da pele gerando um processo inflamatório intenso e prolongado, o microagulhamento pode gerar leve a moderado edema e eritema, que variam de acordo com a intensidade da aplicação e o tamanho da agulha, e sensação de ressecamento, que perduram no máximo até 72 horas.

Por manter a integridade da epiderme, se torna altamente seguro para ser aplicado em fotótipos mais altos, com risco mínimo de hipercromias, como comprovado em vários estudos científicos. É apenas contraindicado quando a pele apresenta-se ferida ou irritada, com infecções bacterianas ou fúngicas, hemofilia, cânceres de pele, verrugas e queimadas de sol.

A sessão de microagulhamento é feita apena 1 vez por mês, acompanhada por um home care específico, podendo ser intercalada por sessões de nutrição e reposição hídrica da pele.

Por fim, é de suma importância a escolha de um profissional capacitado para aplicação da técnica e certifique se o mesmo utilizará um roller de qualidade e com registro na ANVISA e com descarte após a aplicação.

Texto: Yeda Paschoal de Souza – esteticista

Hoje é o dia mundial de Diabetes!

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Com certeza você deve conhecer alguém que tenha essa doença, por ela já ser tão prevalente!

Diabetes e uma doença crônica, progressiva, ocasionada por aumento da glicemia (açúcar) no sangue, esse aumento pode ser por causa de uma resistência a insulina e; ou pela diminuição da produção da insulina.

Infelizmente a Diabetes esta crescendo e estima-se que em 2040 teremos 23,2 milhões de casos dessa doença no Brasil.

A forma da Diabetes mais prevalente é a tipo 2. Essa ocorre principalmente em pacientes obesos, cerca de 80%. O risco de um obeso ter Diabetes é de 10 x superior ao risco dos magros. Sim… Não é a toa que esta crescendo! E a grande maioria dos diabéticos (90%) possui a famosa síndrome metabólica. Ou seja, doenças que aumentam o risco de doença cardiovascular como infarto e derrame. O que diminuiu a expectativa de vida desses pacientes, estes apresentam mortalidade 2-3 x maior do que a população geral. A doença também leva a comprometimento da visão, da função dos rins e ao aumento do risco de amputações.

Como tratar: A base do tratamento são as modificações do estilo de vida. Ou seja, dieta, atividade física! Os medicamentos também são imprescindíveis, orais ou injetáveis (como a insulina). Uma perda de 5% do peso já traz muitos benefícios!

Nem todos diabéticos terão que usar insulina! Isso dependera muito do controle glicêmico e alguns pacientes podem ate usar quando muito descompensados e depois param quando evoluírem com a melhora da doença.

Pacientes obesos, que fumam, tem pressão arterial alta, colesterol elevado e; ou historia na família de Diabetes apresentam fatores de risco importante para a doença, logo precisam realizar um simples exame de sangue para saber se possuem. Lembrando que quase a metade dos pacientes não apresenta nenhum sintoma ao diagnostico! Uma alimentação saudável é fundamental no controle e principalmente na prevenção da doença!

Dra. Paula  Paes – Endocrinologista

Referencias bibliográficas:
  1. American Diabetes Association. Classification and diagnosis of diabetes. Diabetes Care.2016;39 (Supp1): S13-22
  2. International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas. 7th edition. Disponível em : http://www.diabetesatlas.org

Ovo

Ovo

 

O ovo é uma rica fonte de proteína e de diversos outros nutrientes, mas é preciso saber escolher qual tipo você irá acrescentar a sua dieta. No mercado encontramos três tipos deles: de granja, caipira e orgânicos. Os ovos de granja são produzidos em escala industrial, as galinhas se alimentam apenas de ração com altos índices de transgênicos, recebem injeções de hormônios e antibióticos para aumentar a produção e são mantidas presas em gaiolas.
Já os ovos caipiras e orgânicos, tanto a criação como a alimentação das galinhas são naturais. Elas vivem soltas, ciscam e se alimentam de vegetais, livres de hormônios e transgênicos. E isso reflete significantemente nas propriedades nutricionais dos ovos, como:
– Ovo de granja possui uma concentração de betacaroteno (vitamina A que ajuda o sistema imunológico) 5x menor que ovos orgânicos e caipiras;
– Orgânicos e caipiras possuem 3x mais Ômega-3, 3x mais vitamina E e 30% mais de vitamina D;
– Ingerindo ovos de granja, automaticamente, você está ingerindo diversos resíduos químicos.
A melhor forma de consumo do ovo é ele cozido, assim é possível aproveitar melhor os nutrientes que estão, em maior parte, concentrados na clara. Para fazer omelete ou ovos mexidos, prefira utilizar um pouco de gorduras saudáveis, como azeite, manteiga ou óleo de coco!
No mercado, não se engane em diferenciar os tipos de ovos apenas pela cor da casca (branca ou marrom), pois tanto galinhas de granja ou caipira podem colocar ovos nas duas cores. Leia com atenção o rótulo e se possível tome conhecimento dos procedimentos praticados nas granjas em que aquele ovo foi produzido!

Camila Borduqui
CRN 3 – 20615
Nutricionista Esportiva e Funcional